Com a colheita de café nas propriedades rurais da área de Franca, produtores têm redobrado a atenção diante do risco dos furtos registrados no campo. A preocupação não se limita aos prejuízos financeiros. Muitas famílias vivem nas fazendas e convivem todos os dias com o receio da ação de bandidos durante o momento mais importante da safra.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Ely Martim Vieira Brentini, a atuação conjunta entre produtores, Polícia Militar, Guarda Municipal e grupos planejados de segurança rural tem sido fundamental para solidificar a prevenção e o enfrentamento aos crimes.
Atualmente, cinco grupos de segurança rural atuam na área, melhorando a comunicação entre agricultores e as forças de segurança.
“Qualquer movimentação estranha ou carro suspeito deve ser comunicado imediatamente à Polícia Militar e à Guarda Municipal. A Patrulha Rural tem um papel muito importante na proteção das famílias e das propriedades”, afirmou Brentini.
Meses de trabalho concentrados na safra
A colheita representa a fase mais esperada pelos cafeicultores depois de meses de dedicação à lavoura. Desde o preparo do solo até a retirada dos grãos, o cultivo exige investimentos frequentes em mão de obra, adubação, irrigação, controle de pragas, manutenção das plantações e acompanhamento das condições climáticas.
Por isso, quando ocorre um roubo durante a safra, o prejuízo vai além do valor das sacas levadas.
“O produtor cuida da lavoura diariamente, investe em mão de obra, maquinário e insumos. Quando o café é furtado, é como perder todo o trabalho de meses”, destacou o presidente do sindicato.
Área tem tradição na produção de café
A cafeicultura é uma das atividades mais importantes para a economia regional. Municípios como Franca, Pedregulho e Cristais Paulista são reconhecidos através da tradição na produção de cafés de qualidade e através da relevância do setor para a geração de emprego e renda no campo.
Com a valorização do produto no mercado, a saca de café pode ultrapassar R$ 2 mil, dependendo da qualidade do grão e das condições de comercialização.
Alta do preço aumenta preocupação
O valor elevado do café tem sido destacado por produtores como um dos fatores que contribuem para o aumento do interesse de bandidos pelas lavouras.
Casos recentes reforçam a preocupação do setor. Em Pedregulho, quatro pessoas foram apreendidas no dia 26 de abril suspeitas de furtar café de uma propriedade rural. A ação foi descoberta depois de denúncia anônima e a carga acabou recuperada através da Polícia Militar.
Em Cristais Paulista, dois homens também foram detidos acusados de furtar 16 sacas de café da Fazenda Nossa Senhora Aparecida.
Embora as prisões representem uma resposta das forças de segurança, agricultores afirmam que a vigilância precisa ser contínuo durante todo o momento da colheita.
Câmeras e monitoramento ganham espaço
Para tentar diminuir os riscos, muitos produtores passaram a investir em sistemas de monitoramento. Câmeras de segurança, alarmes, iluminação estratégica e cercas reforçadas estão entre as medidas adotadas para ampliar a proteção das propriedades.
Além de auxiliar na reconhecimento de suspeitos, os equipamentos fornecem imagens que podem contribuir com investigações e ocorrências policiais.
Segundo produtores, a tecnologia se tornou uma importante apoiadora na preservação da produção e na segurança das famílias que vivem no meio rural.
Segurança vai além da proteção da safra
Para as chefias do setor, a segurança rural não fica relacionada apenas ao valor econômico do café. Ela envolve a proteção das famílias, dos trabalhadores, das máquinas e de toda a estrutura construída pelos produtores no espaço dos anos.
A recomendação é que qualquer movimentação suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades. A rápida troca de informações entre moradores da zona rural e as forças de segurança é destacada como uma das principais ferramentas para prevenir crimes e ampliar a sensação de segurança no campo.
Enquanto a colheita avança, produtores continuam atentos e apostam na união entre comunidade, tecnologia e policiamento especializado para proteger uma das principais riquezas do agronegócio regional.
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Com informações de Sampi


